Hidratação com Óleos Vegetais

A hidratação com óleos (também conhecida como umectação, em várias fontes na internet) consiste na aplicação de óleos vegetais puros no cabelo.

Apesar do nome, na realidade isto consiste numa forma de nutrição, pois este procedimento traz lípidos e óleos à fibra capilar, tornando o cabelo mais resistente, mais forte e brilhante. Para quem segue o cronograma capilar, pode substituir a etapa de nutrição pela hidratação com óleos.

Este procedimento é ideal para cabelos secos, pois permite manter a humidade dentro do fio do cabelo, além de diminuir o volume e o frizz, dar brilho, e tornar os cabelos mais sedosos. É também bastante eficaz no processo de recuperação do fio do cabelo e na prevenção de pontas abertas e danificadas.

A hidratação com óleos deve ser feita com óleos vegetais puros. Na altura da compra, deve existir o cuidado de se verificar se se trata de um óleo virgem – ou seja, que foi extraído sem nenhum processo de refinação e que não foi misturado com outro tipo de óleo.

Assim, este procedimento não pode ser feito com produtos que contenham óleos minerais (mineral oil), parafina líquida (paraffinum liquidum) ou outros derivados de petróleo (petrolatum) – bastante vulgares nos produtos para o cabelo. Ao utilizar algum destes elementos, eles formarão uma “capa” nos fios do cabelo, fazendo com que não penetre qualquer tipo de nutriente na fibra capilar.

Os óleos vegetais mais utilizados neste procedimento são o óleo de côco e o azeite. São óleos baratos, dependendo da marca, e são de fácil acesso. São os dois únicos óleos que, de acordo com a pesquisa científica, conseguem penetrar na fibra capilar.

oleosvegetais

A utilização do óleo de côco no ramo da beleza está a ser cada vez mais frequente. Este óleo traz vários benefícios à saúde, para além de que dá à pele mais vitalidade e elasticidade.

Quanto ao cabelo, como vimos acima, age no interior do fio, reparando, dando brilho e suavidade, reduzindo o volume, eliminando o cabelo frisado e prevenindo pontas duplas. Quando aplicado na raiz, pode potenciar o crescimento dos cabelos – aqui, a massagem no couro cabeludo é muito importante, pois ajuda na circulação sanguínea, fazendo com que o cabelo cresça mais rápido e mais saudável.

O óleo de côco deve ser extra virgem, 100% natural e prensado a frio.

Vende-se normalmente sob a forma de uma pasta branca. Em temperaturas acima dos 25º C esta pasta derrete e fica em estado líquido. Assim, para uma aplicação adequada, é recomendado derreter esta pasta antes de aplicar no cabelo. A forma de aquecimento sugerida varia bastante. Há quem defenda um aquecimento em banho maria, mas também há quem não veja problemas em aquecer este óleo no microondas.

Qunto ao azeite, traz benefícios semelhantes. Fortalece os fios, dando brilho às madeixas e fecha as cutículas do cabelo, mantendo a hidratação dentro do fios. Reduz o frizz e o volume e melhora as pontas. Possui vitaminas A, D, K e E e é considerado um poderoso antioxidante. Também é muito usado em produtos de beleza.

O azeite deve ser extra virgem (pode ser de qualquer marca), sem misturas de outros óleos e com baixa acidez.

Aplicação:

  • SEMPRE com o cabelo seco.
  • Separar madeixas finas e aplicar o óleo em todo o comprimento, insistindo nas pontas. Massajar ligeiramente até sentir que cada madeixa absorveu bem o óleo.
  • O óleo de coco pode também ser aplicado na raiz. Neste caso, a raiz deve ser bem massajada, para os componentes penetrarem bem.
  • Quando o cabelo estiver cheio de óleo, prender e deixar atuar.
  • O tempo de espera recomendado é de pelo menos 1-2h, o tempo suficiente para os fios do cabelo e o couro cabeludo absorverem todas as vitaminas. Contudo, o aconselhado é fazer esta aplicação ao fim do dia/noite e dormir com o óleo no cabelo, lavando normalmente na manhã seguinte. Quanto mais tempo o óleo permanecer no cabelo, melhores serão os resultados.

E para retirar?

Utilizar o champô e condicionador habituais. O ideal é usar água morna na lavagem, e antes de começar a aplicar o champô, lavar com bastante água para retirar a maior parte do óleo do cabelo. Depois, lavar com champô (pelo menos duas vezes) e massajar bem o cabelo (sem movimentos bruscos, sempre com cuidado para não partir). Lavar uma última vez com o condicionador.

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Leave-In Protetor de Calor

Os protetores de calor são um produto capilar finalizante (leave-in), que pode adotar a forma de creme, líquido ou sérum. São produtos finalizantes, pois aplicam-se depois da lavagem habitual – ainda com o cabelo húmido, antes de secar.

O calor é bastante prejudicial para a fibra capilar. A ação direta e contínua do calor no cabelo vai danificando gradualmente a sua estrutura, o que resulta na perda de alguns componentes da fibra capilar – o cabelo torna-se ressecado, enfraquecido e com frizz.

Assim, para quem usa secador (ou qualquer ferramenta capilar com fonte de calor, como placas alisadoras ou modeladores), o seu uso é algo imprescindível, para manter o cabelo saudável.

Este leave-in cria uma película protetora nos cabelos, preservando a sua saúde, ao mesmo tempo que deixa os fios mais maleáveis, diminuindo o atrito e facilitando o brushing. Evita assim a quebra dos fios enfraquecidos e ao baixar as cutículas (a parte externa da fibra capilar), promove um cabelo mais brilhante e menos frisado.

Alguns protetores de calor incluem nos seus componentes ativos hidratantes, pelo que o resultado é um cabelo não só protegido do calor, como mais hidratado, brilhante e com mais movimento.

NOTA:

Se o seu cabelo é grosso e volumoso, deverá optar por produtos cremosos e mais densos.

Se o seu cabelo é mais fino, deverá escolher um protetor de calor em spray ou com um textura mais fluída, para evitar que o cabelo fique com um aspeto pesado e sujo.

Existem vários leave-in protetores de calor à venda tanto em lojas especializadas, como em supermercados. Estes são alguns que recolhem melhor feedback:

protetordecalor

Da esquerda para a direita:

Uniq One – Revlon Professional (Pluricosmética, indisponível no website no momento desta publicação)

L’Oréal Professionnel Absolut Thermo Repair Cream (Lookfantastic, indisponível no website no momento desta publicação

John Frieda Frizz Ease 3-Day Straight Styling Spray

L’Oréal Professionnel Absolut Repair Thermo Lipidium

Kérastase Resistance Ciment Thermique

Estes produtos podem ser comprados em Salões Autorizados, na Pluricosmética e nos websites Lookfantastic e Feelunique (e as imagens também foram retiradas daqui).
Para saber mais sobre os produtos da Kérastase em português, clique aqui.

Como montar o Cronograma Capilar?

E agora passando da teoria à prática…

Como montar um cronograma capilar?

Voltando ao primeiro post, é importante recordar as três necessidades básicas do cabelo (hidratação, nutrição e reconstrução) e nesse sentido, adquirir uma máscara específica para cada uma destas etapas.

O champô mais indicado costuma ser o champô que faz o duo com a máscara – mas isto não é imperativo para se obterem bons resultados. Se não quisermos comprar um champô específico para cada etapa do cronograma capilar, podemos utilizar o mesmo champô para as três etapas. Os ativos estão concentrados sobretudo nas máscaras, estas é que são consideradas verdadeiramente o tratamento. O champô da mesma linha da máscara pode potenciar o seu efeito, porque alguns champôs também já têm alguns ativos. Mas não é imprescindível fazer o duo.

(São recomendados três tratamentos – e portanto, lavagens – semanais. Vamos ver mais à frente que as máscaras vão sendo usadas alternadamente, conforme a fase em que estamos).

É importante, de seguida, perceber as necessidades da fibra capilar. O tipo de cronograma capilar adotado vai depender do estado em que o cabelo se encontra. Por exemplo, se pintamos/alisamos/descolorimos o cabelo com alguma frequência e como consequência ele tem tendência a ser um cabelo fraco e quebradiço, devemos insistir na reconstrução. Se o cabelo é seco, crespo e volumoso – vamos perceber melhores resultados se focamos o cronograma capilar na nutrição.

Os cronogramas capilares são feitos com a duração de um mês. Mas a recuperação de um cabelo danificado demora normalmente mais do que isso, pelo que o cronograma adotado deve ser repetido, todos os meses, até o cabelo atingir o estado desejado.

O “cronograma capilar oficial”, que podemos encontrar na internet, sugere o seguinte:

Dia da semana 1 Dia da semana 2 Dia da semana 3
1ª semana Hidratação Hidratação Nutrição
2ª semana Hidratação Nutrição Hidratação
3ª semana Hidratação Hidratação Nutrição
4ª semana Hidratação Nutrição Reconstrução

Se, por exemplo, decidimos lavar o cabelo às segundas, quartas e sextas-feiras, de acordo com este cronograma usamos na primeira semana, na segunda-feira e na quarta-feira a máscara de hidratação, e na sexta-feira, a máscara de nutrição. E por aí fora.

Mas também existe um cronograma capilar recomendado para cabelos danificados (uma vez mais, encontrado em várias fontes na internet):

Dia da semana 1 Dia da semana 2 Dia da semana 3
1ª semana Hidratação Nutrição Reconstrução
2ª semana Nutrição Hidratação Nutrição
3ª semana Hidratação Nutrição Reconstrução
4ª semana Hidratação Hidratação Nutrição

O indicado é fazer um intervalo de dois dias entre cada dia de tratamento, mas não é necessária tanta rigidez. Quem lava o cabelo todos os dias pode adotar o cronograma, e nos dias em que não faz nenhum tratamento, usa o condicionador habitual. Claro que também se podem espaçar mais os dias entre cada lavagem. Depende de cada tipo de cabelo.

Se somos capazes de perceber as necessidades do cabelo, podemos focar-nos nas etapas que este mais necessita, e com a frequência que nos for mais conveniente, evitando assim seguir um cronograma pré-definido.

Finalmente, o ideal é não fazer nenhum processo químico (que acaba por enfraquecer o cabelo) durante a duração do cronograma capilar, se a ideia é recuperar o cabelo!

A Reconstrução

A reconstrução é provavelmente a fase que mais impacto tem no Cronograma Capilar.

Nesta fase os tratamentos têm como função principal a reconstrução da fibra capilar – constituída por proteínas e aminoácidos – que vai sendo perdida por ação de processos químicos (pinturas, alisamentos) ou mesmo por ação do cloro, poluição ou raios solares.

Assim, está especialmente indicada para cabelos que se apresentam fracos, finos e quebradiços.

As máscaras de reconstrução apresentam normalmente estes ingredientes na sua composição:

Queratina (Hydrolyzed Keratin), Creatina (Creatine), Arginina (Arginine), Cisteína (Cysteine) e Colagéneo (Hydrolyzed Collagen Protein).

Os elementos reconstrutores (em especial a queratina) agem no interior da fibra capilar, e são responsáveis pela ligação entre as moléculas existentes no cabelo – tornando assim o cabelo mais forte, encorpado, resistente e com mais elasticidade.

E estas são algumas das máscaras de reconstrução mais recomendadas:

mascaras_reconstrucao

As máscaras da imagem são:

Kérastase Resistance Therapiste

Schwarzkopf Bonacure Repair Rescue

Schwarzkopf Bonacure Fibre Force (Pluricosmética, indisponível no website no momento desta publicação)

Redken Extreme Strength Builder

É importante referir que, quando o cabelo é tratado com demasiados produtos reconstrutores, ocorre frequentemente um “endurecimento” e ressecamento da fibra capilar. De facto, quando o cabelo está bastante danificado, são recomendadas reconstruções frequentes. Mas quando o cabelo começa a revelar-se progressivamente mais saudável, o ideal é aumentar os intervalos entre as reconstruções, intercalando esta etapa com hidratações e nutrições.

Estas máscaras podem ser compradas em Salões Autorizados, na Pluricosmética e no website Lookfantastic (e as imagens também foram retiradas daqui).
Para saber mais sobre os produtos da Kérastase em português, clique aqui e sobre a Redken, também em português, aqui.

A Nutrição

A etapa de Nutrição tem como função “alimentar” a fibra do cabelo – as máscaras de nutrição são tratamentos que devolvem os lípidos (a oleosidade) à fibra capilar.

Se o cabelo está muito seco, com frizz, volume em excesso, indefinido e sem movimento, precisa de Nutrição. O resultado será um cabelo sedoso, maleável e pesado.

É importante referir que, estando danificado, qualquer cabelo deverá assumir em algumas etapas do Cronograma Capilar a fase de Nutrição. Contudo, os cabelos mais finos não deverão abusar da nutrição, sob pena de o cabelo se tornar pesado e oleoso.

As máscaras nutritivas são fáceis de identificar, são todas aquelas que contêm na sua composição óleos vegetais (por exemplo óleo de Argão, óleo de Côco) ou manteigas (Karité, etc.).

Algumas máscaras de nutrição:

As máscaras da imagem são:

Redken Smooth Lock Butter Silk

Kérastase Masque Oléo-Relax

Kérastase Nutritive Masquintense  – cabelos grossos

L’Oréal Professionnel Intense Repair

Estas máscaras podem ser compradas em Salões Autorizados, na Pluricosmética e nos websites Lookfantastic e Feelunique (e as imagens também foram retiradas daqui).
Para saber mais sobre os produtos da Kérastase em português, clique aqui e sobre a Redken, também em português, aqui.

A Hidratação

A etapa de Hidratação é provavelmente a etapa mais básica, que vai de encontro às necessidades de qualquer cabelo – esteja ele danificado ou saudável. Seja qual for o caso, a hidratação é um passo sempre necessário. E, conforme indicado no post anterior, é a única das três etapas do Cronograma Capilar que não acarreta nenhum efeito secundário, se feita em excesso.

A Hidratação tem, basicamente, a função de repor a humidade nos fios do cabelo. A falta de água nos fios resulta em cabelos opacos, sem brilho e ressecados. Assim, as máscaras de hidratação possuem nos ingredientes propriedades que devolvem a água aos cabelos – e que, consequentemente, os tornam mais macios.

As máscaras hidratantes devem conter na sua composição ingredientes como extratos botânicos, glicerina, aloé vera ou pantenol (para confirmar isto, devemos ter em conta a listagem de ingredientes no rótulo ou verso da embalagem).

Estes são alguns exemplos das máscaras hidratantes mais recomendadas:

mascaras_hidratacao

L’Oréal Professionnel Lumino Contrast

Kérastase Discipline Maskeratine

Kérastase Cristalliste Luminous Perfecting Masque

Schwarzkopf Bonacure Moisture Kick Máscara

Estas máscaras podem ser compradas em Salões Autorizados, na Pluricosmética ou no website Lookfantastic, com portes de envio gratuitos (e as imagens também foram retiradas daqui).
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Acerca do cronograma capilar…

O cronograma capilar é um tema conhecido há já alguns anos.

Em pesquisas pela internet, pode parecer algo recente – mas quando pesquisamos a fundo este tema, percebemos que já se fala do cronograma há bastante tempo – na internet existem artigos sobre esta rotina capilar desde 2010!

Este conceito surgiu no Brasil, e nada mais é do que estabelecer um plano – um cronograma – de etapas de lavagem e tratamento do cabelo (champô + máscara), sendo que cada dia de lavagem (e já agora, não convém ser diário, para seguir o cronograma conforme manda a regra, o ideal é fazer 3 lavagens por semana) obedece a um tratamento específico, com o objetivo de tornar os cabelos saudáveis, ao repor os elementos que o cabelo vai perdendo ao longo de tratamentos químicos, ou mesmo por ação de outros mecanismos (excesso de secador e ferramentas de calor, escovagens desadequadas, etc.).

Este planeamento deve ir ao encontro das necessidades do cabelo, que são três:

  • Se o cabelo está ressecado, com aspeto baço – fazemos uma hidratação
  • Se o cabelo está sem movimento ou maleabilidade – fazemos uma nutrição
  • Se o cabelo está fragilizado, com pontas espigadas – geralmente por ação de tratamento químicos (pinturas, alisamentos, …) – fazemos uma reconstrução

O cronograma capilar (também encontrado pela internet como CC) tem a duração que nós quisermos. A ideia é seguir um cronograma de lavagens semanais, e ir repetindo todos os meses, até o cabelo atingir o estado desejado. Depois é só fazer a manutenção – já não é necessário seguir um cronograma tão rigoroso.

E os tratamentos podem ser repetidos na semana, conforme fizer mais sentido. Ou seja, se o cabelo está muito danificado, provavelmente faz sentido fazer inicialmente algumas reconstruções seguidas. Mais tarde intercalamos as reconstruções com nutrições e hidratações.

Em síntese, importa realçar que a reconstrução e a nutrição em excesso acabam por produzir o efeito contrário – e em vez de estarmos a tratar o cabelo, estamos a deixá-lo sobrecarregado e sem vida (quanto ao excesso de hidratação, não tem nenhum efeito negativo – a hidratação regular é até recomendada).